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Qualidade e velocidade das entrega com esteiras de DevOps

Qualidade e velocidade das entrega com esteiras de DevOps

Com o aumento da competitividade e um cenário de baixa fidelização do cliente, o lançamento rápido de novas funcionalidades e experiências pode ser crucial para o sucesso do seu negócio. Entretanto, a qualidade e a estabilidade da sua solução digital são fundamentais para que as funcionalidades não sejam lançadas com problemas e causem um impacto […]

nov 03 , 2022

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Gestão

Com o aumento da competitividade e um cenário de baixa fidelização do cliente, o lançamento rápido de novas funcionalidades e experiências pode ser crucial para o sucesso do seu negócio. Entretanto, a qualidade e a estabilidade da sua solução digital são fundamentais para que as funcionalidades não sejam lançadas com problemas e causem um impacto negativo não esperado no seu usuário final.

Como é possível desenvolver mais funcionalidades e ainda assim garantir a qualidade das mesmas antes de seu lançamento? Nesse cenário, podemos utilizar o conceito de DevOps para conciliar o desenvolvimento com a operacionalização da nossa solução digital.

O que é DevOps?

O termo apareceu inicialmente no evento Velocity em 2009, onde John Allspaw e Paul Hammond apresentaram a palestra de título: “10+ Deploys Per Day: Dev and Ops Cooperation at Flickr” que contava sobre os resultados e desafios da maior aproximação entre a equipe de desenvolvimento e de operações no Flickr. Patrick Debois, que assistiu a palestra online e viria ser o criador do termo, teve a ideia de criar o evento “DevOps Days”, que aconteceria no mesmo ano em países como o Brasil, EUA, Alemanha, entre outros.

DevOps é uma cultura em que os times de desenvolvimento e operação se alinham em práticas de tal forma que seja rápido desenvolver e fazer uma entrega em produção, sem comprometer as funcionalidades atuais e garantindo a resiliência da aplicação.

Metodologias de desenvolvimento tradicionais normalmente separam os departamentos de desenvolvimento, operações de TI, e controle de qualidade, não integrando as atividades de desenvolvimento e implantação entre os departamentos de TI e controle de qualidade. DevOps promove um conjunto de processos e métodos para pensar sobre comunicação e colaboração entre departamentos.Com as metodologias DevOps, desenvolvimento e operações não são tratados como áreas separadas mas atuam colaborativamente para a implantação de uma funcionalidade de forma automática e transparente.

Como promover a cultura DevOps ?

Existem uma série de práticas que podem ser implementadas pelo seu time para alcançar uma cultura de DevOps. Vamos conhecer algumas delas:

  • Metodologias ágeis – Um projeto que segue metodologias ágeis será muito mais fácil de se adaptar a cultura DevOps uma vez que esses termos se conectam. Quando falamos de DevOps, tratamos de automatizar a entrega de funcionalidades mantendo uma constância mas considerando entregas pequenas para não impactar o que já existe em produção.
  • Criação de esteiras de CI/CD – O termo CI/CD vem de Continuous Delivery/Continuous Integration (Entrega Contínua / Integração Contínua). As práticas de integração contínua executam testes nas aplicações, verificando se o ambiente, mesmo após a integração da nova funcionalidade, continua funcionando como esperado. Com a implantação de esteiras, os testes são realizados de forma automática, podendo ainda ser criados testes automáticos regressivos para garantir que aplicações antigas não quebrarão e continuarão funcionando. A entrega contínua trata-se de práticas para automatizar o processo de implantação na produção.
  • Monitoramento – Como Desenvolvimento e Operações trabalham em conjunto, é fundamental implementar práticas para monitoramento da sua aplicação, como criação de logs, e essas podem ser feitas a níveis de código, pelo time de desenvolvimento, até níveis operacionais em termos dos serviços que hospedam a plataforma. A análise dos logs pode gerar dashboards de monitoramento que possibilitam entender os impactos de entrega de cada nova funcionalidade.

Quais são os estágios do DevOps?

DevOps é uma cultura cíclica, ou seja, seus estágios sempre se repetem a cada iteração/nova funcionalidade que é implementada. Vamos conhecer no detalhe cada um dos estágios e as principais ferramentas utilizadas em cada um deles.

  • Plan (Planejamento) – Na fase de planejamento, o time é responsável por elaborar o backlog de atividades a serem desenvolvidas no tempo proposto. Em termos de aplicação de DevOps faz parte do planejamento estabelecer quais serão os ambientes de testes, quais ferramentas serão utilizadas e quem serão os responsáveis por executar cada uma destas tarefas.
  • Code (Desenvolvimento de código) – Nesta etapa, o time inicia o desenvolvimento das funcionalidades e também já pode utilizar ferramentas de automação para aumentar a velocidade de testagem e entrega. É interessante saber que o time de desenvolvimento pode escrever testes unitários que já serão incorporados nas esteiras de CI/CD para que sejam executados.
  • Principais ferramentas: Ferramentas de controle de versionamento e criação de esteiras como Github, Gitlab, Azure DevOps e Code Commit. Para documentação e acompanhamento do projeto podemos usar o Jira e o Confluence.
  • Build (Construção) – Nessa fase é realizada a construção do código, que significa baixá-lo, compilá-lo e criar uma versão pronta da aplicação para teste. Nessa fase, os testes unitários escritos na etapa de Code podem ser executados para que, já nesta etapa, possa barrar alguma alteração que quebra os cenários mapeados pelos desenvolvedores. 
  • Principais ferramentas: Cada linguagem possui uma recomendação de ferramenta para utilizar nesta etapa de construção. Podemos citar Gradle ou Maven para aplicações em Java/Kotlin 
  • Test (Testes) – Nesta fase realizamos testes end to end, integração, regressão e testes de performance. Esses testes podem ser automatizados nas esteiras de CI/CD que automaticamente os executam e barram o release (lançamento) caso o código escrito não passe nos testes. 
  • Principais ferramentas: Selenium, Jmeter, Cypress são algumas ferramentas de automação de testes e execução de testes de performance.
  • Release (Lançamento) – Na etapa de release, o time de operações confirma se a versão da plataforma que foi construída e testada está pronta para ser integrada no ambiente de produção. Mais uma vez é checado vulnerabilidades e bugs e as esteiras que automatizam esses processos são fundamentais para a agilidade no processo de release.
  • Principais ferramentas: Gitlab, CircleCI, Github, Jenkins, CodePipeline são algumas ferramentas utilizadas para criar uma sequência de etapas de verificação antes de realizar a implantação para produção.
  • Deploy (Implantação) – A fase de implantação é o momento em que, de fato, o estágio atual do projeto é movido para produção. Essa fase é conectada à fase de lançamento, pois assim que as verificações na versão atual do projeto são feitas, a própria esteira de lançamento já implanta a alteração em produção. Nessa etapa, a aplicação é implantada utilizando containers ou serviços serverless, a depender de como foi arquitetado o projeto.
  • Principais ferramentas: Além das ferramentas já mencionadas na etapa de entrega, a implantação utiliza serviços serverless ou containers como docker e kubenetes para hospedagem da plataforma. Tratando de uma aplicação em Cloud, outros serviços disponíveis dos provedores de nuvem podem aparecer para auxiliar na implantação.
  • Operate (Operação) – Com a aplicação no ar, o time opera a plataforma gerenciando configurações da aplicação. Essas configurações podem se tratar de variáveis de ambientes, configuração de escalonamento e até parametrizações específicas do seu negócio. 
  • Principais ferramentas: As principais ferramentas utilizadas aqui são serviços que disponibilizam orquestração de serviços como o próprio kubernetes ou serviços de um provedor de nuvem.
  • Monitor (Monitoramento) – Com o monitoramento, o time é capaz de medir em tempo real a performance da plataforma e extrair ajustes e insights para serem entregues em uma próxima fase de planejamento. Nessa etapa, dashboards interativos costumam ser criados para ter uma visibilidade ampla de toda a plataforma.
  • Principais ferramentas: Algumas ferramentas de observalidade podem ser implementadas como Grafana e Zabbix.

DevSecOps: Quando a segurança faz parte intrínseca do Devops

Todos os estágios podem ser atrelados a conceitos de segurança. Com isso evoluímos a prática de DevOps para DevSecOps em que além de garantir a qualidade em termos de funcionamento, também é garantido a qualidade em termos de segurança.

As práticas de DevSecOps em cada um dos estágios permitem que checagens básicas de segurança sejam realizadas para evitar que sua plataforma seja alvo das principais vulnerabilidades conhecidas.

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