Zappters Protagonistas

Episódio #7: Natalie Nodari.

Bem-vind_ ao Zappters Protagonistas!

Nesta série você tem a oportunidade de conhecer a história dos talentos da Zappts, empresa 100% remota focada em projetos de transformação digital de grandes marcas.

Você perdeu nosso último episódio? Confira a história do Lucas no Episódio #6: Da fábrica para o desenvolvimento de software.

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Nossa entrevistada da semana foi a Natalie Nodari, UX Designer da Zappts. 

Nat ou Natiéty para os mais íntimos, ela tem 27 anos, é natural de Florianópolis, mas atualmente mora na zona rural de Morretes/PR com sua namorada.

“Desde pequena eu tinha um lado meio artístico. Lembro de usar o paint no computador do meu pai e de ter pilhas e mais pilhas de desenhos. Também me chamava a atenção a fotografia, tanto que eu pegava escondida a câmera do meu irmão sempre que dava”.

Nossa protagonista nos contou como foi seu primeiro emprego, que durou apenas um dia, no McDonald’s.

“Eu tinha uns 14 anos, e meu irmão era gerente do McDonald’s. Então ele me levou pra trabalhar um dia com ele, e a experiência não foi das melhores. Não gostei não”.

Falando em família, Nat tem 2 irmãos mais velhos, igualmente com nomes franceses, a Julie e o Marcel.

“Meus pais tiveram essa ideia louca de dar nomes franceses pros filhos. Hahaha. Vai entender né?! Temos descendência italiana, e há 7 anos estou na fila do consulado para tirar minha cidadania”.

Natalie nos contou que sua interação com seu pai foi curta, de apenas 1 ano, quando ele faleceu.

"Não tenho muitas lembranças dele e na época não entendia o que era a morte ainda. Acabei descobrindo que ele faleceu enquanto meu irmão conversava com um amigo".

O amor de Nat pela mãe e por todo o esforço dela para criar os 3 filhos ficou evidente no nosso papo.

“Lembro da dificuldade que ela passou. Hoje ela tá com 63 anos, e a vejo  com uma força divina, sempre muito aberta. Ela é o meu porto seguro”.

Para nossa protagonista, a família deve estar sempre em primeiro lugar e a comunicação deve acontecer de maneira clara e constante. 

“A questão de eu ser gay foi um baque para a minha mãe. Eu tinha 18 anos, e pra ela foi um susto. Lembro de vê-la chorando, se perguntando onde errou, mas depois ela aceitou e ficou tudo bem”.

Para Nat, assim como para a Zappts, preconceito não leva a nada. O respeito deve estar acima de tudo, sempre.

“A vida é tão curta que não faz sentido nos prendermos a preconceitos. Tem que meter a cara, ser quem você é, mas sempre respeitar a opinião dos outros, desde que não afete sua liberdade”.

Nessa época, no final do ensino médio, assim como muitas pessoas, Nat ainda não sabia o que queria fazer da vida e contou com a ajuda da família para isso.

“Teve uma ocasião em que um amigo da minha mãe me ofereceu um trabalho como recepcionista no Ministério Público de Santa Catarina. Depois de um tempo fui pra área de sistema de informação do MP, ajudando com suporte técnico. Lembro dos meus chefes falando que eu deveria trabalhar com TI, que era a minha cara”.

Animada com o feedback dos chefes, Nat foi estudar sistema de informação na UDESC (Universidade Estadual de Santa Catarina) em Ibirama, SC. 

“Eu fui ‘na louca’ mesmo. Não sabia direito se aquilo era pra mim. Passaram 3 semestres e eu continuava lá, firme e forte aprendendo sobre tecnologia da informação”.

Até que em um dia, em uma de suas viagens para Curitiba para passar férias na irmã, Nat conheceu sua namorada, que a faria mudar de universidade e de cidade.

“Eu já curtia Curitiba, a cultura e tudo mais. Minha irmã já morava lá. Então acabei mudando de faculdade no meio do semestre e fui morar com ela, e depois com minha namorada”.

Já em Curitiba, estudando Sistema de Informação na PUC, Nat teve acesso ao pacote da Adobe pela primeira vez, o que mudaria sua vida para sempre.

“Comecei então a brincar de ilustradora. Minha namorada tinha uma agência de música eletrônica e eu ajudava com as artes. Daí pra frente fiz um batalhão de cursos e me especializei em design gráfico”.

Depois de um tempo, Nat foi trabalhar no Grupo Orna, onde teve a oportunidade de fazer landing pages para cursos online e de desenvolver suas primeiras interfaces para web.

“Como eu já tinha conhecimento em programação e em design gráfico, acabei caindo em interfaces, e naturalmente todas as questões de UX, jornada de usuário e experiência digital chegaram até mim”.

Nat, artista autoentitulada “porra louca”, encontrou um pouco de resistência no trabalho pois vivia propondo interfaces “fora do padrão”, e os colegas diziam que ela precisava ter uma pegada mais comercial no seu trabalho.

“Eu ficava com esse sentimento de que eu tinha que inovar, fazer diferente, mas o pessoal só queria mais do mesmo, bem padrão, sem muita inovação”.

Então Nat foi trabalhar na agência do Ronaldinho Gaúcho. Isso mesmo, o jogador de futebol.

“Lembro que fiz umas embalagens de gin, artes para a escolinha de futsal dele, trabalhei com a Coca-cola também. Foi uma época massa”.

E a Zappts? Como será que nossa empresa entrou na vida de Nat?

“Lembro que caí no site da Zappts e tinha escrito bem grande: Transformação Digital. Eu fiquei pirada, pois eu queria focar em UX e UI design e havia uma vaga na área”.

A frase do site que cativou Nat foi: “Aceleramos a transformação digital da sua empresa”.

“Eu não tenho religião, mas estudo muito sobre a lei da atração. Depois de me candidatar na vaga, eu escrevi em um post it que eu iria começar a trabalhar na Zappts em janeiro e deixei o post it bem visível e olhava pra ele todos os dias”.

Não deu outra. Nat foi chamada para as entrevistas e começou a trabalhar na Zappts em 18 de janeiro de 2021.

“Eu fiquei muito feliz, pois tinha escrito que iria dar certo e eu acreditei. Acreditar é a coisa mais importante, é o primeiro passo pra tudo”.

Nossa protagonista entrou na empresa no meio de um projeto e sua primeira semana foi de muitos desafios.

“Lembro que eu precisava desenhar umas telas ainda na minha primeira semana. Me bateu um nervoso, mas o Roque me apoiou muito, ele foi e é um mestre pra mim”.

Nat nos contou que o principal diferencial da Zappts, para ela, são as pessoas e a maneira como o trabalho é desenvolvido por aqui.

“A equipe é sensacional, de uma energia muito positiva e um clima leve, de amizade e de aprendizado constante. Parecia que eu já conhecia o pessoal há muito tempo”.

Nossa protagonista nos contou também como foi a decisão de sair do centro urbano para ir morar na zona rural de Morretes, conhecida pelo barreado, prato típico da região.

“Eu andava muito estressada em Curitiba, todo aquele barulho da cidade me fazia mal. Então decidi com minha namorada que deveríamos ir morar em uma chácara, e realizar esse sonho de estar mais perto da natureza”.

Um verdadeiro paraíso. Sem sinal de telefone, mas com internet, nossa protagonista há 3 meses mora perto da natureza.

“Eu sempre gostei muito de viajar, de ir pra cabanas e me conectar com a natureza. Nós meditamos juntas, fazemos fogueira nos dias mais frios, é uma delícia. Sinto que desde então minha produtividade e criatividade aumentaram muito”.

Essa mudança foi benéfica não só para elas, mas também para os 5 gatos (Pedro, Juno, Madalena, Glória e Agness) e 2 cachorros (Bruno e Breno, quase uma dupla sertaneja) da família.

“Qualidade de vida sempre foi algo muito importante pra mim. E eu entendo que nós somos os responsáveis por criar nossa realidade. Pensar sobre, traçar metas e acreditar são as primeiras coisas que eu faço quando quero algo”.

A pegada artística de Nat transcende os espaços físicos e sua vida profissional, levando-a a desenvolver e disponibilizar suas artes em ambiente digital, em formato de NFT (Non-fungible token) na blockchain da Ethereum.

“Eu não manjo muito de criptomoedas, bitcoin, essas coisas. Quem manja de investimento é minha namorada. Mas eu curto muito o mercado de NFTs pois ele dá espaço para que artistas possam expor suas artes sem depender de grandes galerias e museus, por exemplo”.

OpenSea da Nat

As artes da Nat estão disponibilizadas em um site integrado à blockchain, onde a compra das obras são realizadas por meio da criptomoeda ETH, da rede Ethereum.

“São poucas as pessoas que são vistas como grandes artistas, e que vivem de arte. Então os NFTs vieram para democratizar o acesso à arte e dar visibilidade a artistas de todo mundo. É a descentralização né?! Inevitável”.

Arte realmente é uma das paixões da nossa protagonista, seja ela gráfica ou musical. Sim.

Nossa protagonista também se arrisca no universo da mixagem musical.

“Arte pode ser um hobbie, mas arte é um trabalho como qualquer outro, deve ser valorizado. Minha namorada é DJ e me ensinou a mixar um pouco, tenho até um set de brasilidades no soundcloud”.

https://soundcloud.com/nnodari/brazilian-disco

A Nat também tem uma playlist que chama-se "Graciosa", em homenagem à Serra da Graciosa, que fica a aproximadamente 50km de Curitiba.

“É uma serra cheia de curvas, tem várias hortênsias, é linda demais. Sempre que eu passo por lá eu coloco uma dessas bandinhas pouco conhecidas que eu acabo descobrindo no Soundcloud e no Spotify”.

O amor de Nat pela música vem de longa data, influenciada por ritmos eletrônicos como o house, techno e acid.

“Desde meus 14, 15 anos, eu curto música eletrônica. Era muito fã do Gui Borato, e depois acabei descobrindo que ele era amigo da minha namorada. Sempre que dá eu acompanho ela nas festas, mas as vezes é difícil devido aos horários, pois é sempre de madrugada”.

E assim fechamos nossa entrevista com a Nat, em meio a muita música, risadas e energia positiva.

A Zappts se orgulha demais por ter talentos tão comprometidos e profissionais como a Nat!

https://open.spotify.com/playlist/7JUsrlaZvqCuBAySxOhA4A?si=dd426a5ad052465c

Você perdeu nosso 6º episódio? Confira a história do Lucas no Episódio #6: Da fábrica para o desenvolvimento de software.

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