Zappters Protagonistas

Episódio #14: Luciano Osorio

Bem-vind_ ao Zappters Protagonistas!

Nesta série você tem a oportunidade de conhecer a história dos talentos da Zappts, empresa 100% remota focada em projetos de transformação digital de grandes marcas.

Você perdeu nosso último episódio? Confira a história da Carla no Episódio #13: Do interior de Minas para a capital do Vale.

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Nossa série preferida está de volta, e o entrevistado da vez é o Luciano Osório, Agile Master aqui na Zappts.

“Eu nasci em Marília, mas fui criado em São Carlos. Fiz a faculdade e fiquei por lá até os meus 24 anos.”

Nosso protagonista começou o papo nos contando que é apaixonado por astronomia desde criança, e que também adora ler livros sobre o tema, mas não apenas sobre esse tema.

“Quando eu tinha uns 10 anos, passou o cometa Halley. Meu pai me levava muito na estrada para tentar ver o cometa. Não conseguimos ver, mas eu fiquei maravilhado com aquele céu estrelado, sem a luz da cidade, lembro até hoje daquela sensação.”

“Tinha livros de astronomia em casa e uma enciclopédia chamada “O Mundo da Criança”, eu devorei todo o conteúdo. Nessa época não tínhamos tanto acesso à internet, então livros e enciclopédias eram nossa fonte de informação.”

Percebendo o interesse do Luciano pelo assunto, seu pai o levou para conhecer o Observatório da USP e, sem querer (querendo), mudou a vida do nosso entrevistado para sempre.

“O Observatório era recém inaugurado na época do cometa, e eu fiquei maravilhado com tudo aquilo. Tinha uma cúpula grande e uma luneta gigante, com 2 metros de distância focal, eu ficava até meio tonto de tão deslumbrado.”

“Eu queria aprender aquilo! Então, quando cheguei na oitava série, iniciei alguns cursos no Observatório, e curti demais. Também comecei a gostar de matemática, trigonometria e física. Com o tempo, fiz amizade com o pessoal de lá, e acabei fazendo pequenos projetos.”

E pasmem: um dos projetos que o Luciano tocou no Observatório da USP, durou quase 4 anos e foi uma observação sistemática de Júpiter. Sim, meus amigos, Júpiter, suas luas e tudo mais!

“Tinha um gabarito que eu usava para desenhar o que eu estava vendo, quais eram os acidentes dentro do planeta e a posição das luas de Júpiter. Com isso, fomos acumulando um histórico de tudo o que conseguimos ver.”

Vestindo uma camiseta da NASA, nosso protagonista contou que seu interesse pela astronomia era tanto, que seu primeiro curso na faculdade foi Física.

“Fiz três anos de Física, mas percebi que não fazia mais sentido pra mim. Saí da faculdade, e estudei em casa por 6 meses, depois fiz mais 6 meses de cursinho, para poder prestar o vestibular outra vez e entrar em ciência da computação.”

Você deve estar se perguntando: Por que computação? O Luciano responde.

“Durante a faculdade de Física, fiz um curso extracurricular sobre a linguagem Fortran. Sim, imagina a época. Era super complicado programar nessa linguagem, mas aprendi e me despertou muito interesse.”

O curso de Ciência da Computação acabou antes do tempo normal, pois nosso entrevistado se formou seis meses antes do previsto, fruto de seu empenho e o aproveitamento de matérias do curso de Física. Em seguida, Luciano conseguiu emprego em uma multinacional em São Paulo, capital.

“Nessa época eu me mudei para São Paulo e fui trabalhar com SAP na empresa. Lá as equipes eram enormes, e comecei a perceber que faltavam alguns processos, um jeito padronizado de fazer as coisas. Eu e alguns amigos começamos a fazer manuais de boas práticas, checklists… E esse foi o meu começo na área de qualidade.”

O Luciano nos contou que, dos 14 anos em que trabalhou nesta multinacional, 12 foram na área da qualidade. Em 2016, ele saiu desta empresa e foi trabalhar em um grande nome da indústria varejista.

“Foi a pior experiência de trabalho da minha vida. Trabalhei lá por 1 ano, e sai totalmente desmotivado. Cheguei até a ficar doente.”

Foi neste ponto da história, que o Luciano nos contou sobre outra das suas paixões: a fotografia.

“Na época do Observatório eu aprendi a fotografar, fiz revelação usando química e tudo mais. Mais tarde fiz um curso profissionalizante de fotografia”

Depois de conhecer sua atual esposa, que morava em São José dos Campos, nosso protagonista nos contou que se apaixonou pela cidade, e resolveu, com o apoio dela, abrir um estúdio fotográfico por lá.

“Depois de uma experiência de trabalho horrível, resolvi tentar a vida como fotógrafo. Fiquei 1 ano com o estúdio aberto em São José, mas, como eu não tinha noção sobre administração de empresas, acabei dando com os burros n'água."

Por falar em São José dos Campos, o Luciano não economiza em falar o quanto adora a cidade!

“É uma das melhores cidades que já morei em toda a minha vida. Falo que é uma cidade que tem as coisas boas de São Paulo, por conta da proximidade com a capital, mas sem as coisas ruins de lá, como o trânsito. Aqui tem muita qualidade de vida!”

“Tenho a oportunidade de conciliar o trabalho com meus exercícios diários, e consigo desenvolver mais os meus interesses. Também posso ler, estudar e tudo isso sem ter que me matar.”

Continuando a falar sobre a vida profissional, o Luciano contou sobre as empresas que trabalhou na cidade do interior de São Paulo, e como a Zappts entrou em sua vida.

“Quando fechei o estúdio de fotografia, fui ser substituto de um gerente em uma multinacional que tem sede em São José dos Campos. Fiquei só uns 40 ou 50 dias lá, terminando o projeto. Depois disso fui para uma outra empresa, e, depois de mais um ano, conheci a Zappts.”

“O Pablo me chamou no LinkedIn, perguntou se eu topava bater um papo. Tive uma entrevista com o Roque, depois a clássica entrevista onde o Rodrigo pedia para medir a sala. Depois de uns dias eles me ligaram com uma proposta e eu aceitei!”

O Luciano teve a oportunidade de trabalhar presencialmente na sede da Zappts, antes da pandemia. Ele conta que, naquela época, éramos cerca de 13 Zappters, cerca de 10% do nosso tamanho atual.

“Em 2020 veio a oportunidade de liderar a operação de desenvolvimento. Era um papel de gestão de pessoas onde eu precisava entender as necessidades de diversos projetos e fazia até recrutamento e seleção. Foi assim que levamos a Zappts da casa dos 20 para 60 funcionários, durante a quarentena.”

Nosso entrevistado da vez, também nos contou que a diferença que a Zappts fez em sua vida não tem preço que pague.

“O fato de ter vivido experiências ruins no trabalho, me fez dar valor ao que a Zappts me proporciona. Há muitos anos atrás, fiz um curso de Management 3.0, e por não ter vivido certas experiências de liderança, não fez muito sentido. Hoje, mais maduro, eu penso totalmente diferente, entendo que ser feliz no trabalho é importante e aplico as práticas do Management 3.0 no meu dia a dia.”

“A Zappts cria o ambiente para que cada uma das pessoas possa seguir seu próprio estilo de trabalho. A alta confiança da gente com a liderança e da liderança com a gente, é fundamental para a empresa ser o que é.”

Atualmente atuando como Agile Master, o Luciano diz que pretende amadurecer o método Kanban dentro da sua função.

“Estou fazendo curso de Kanban, e quero chegar num ponto onde eu consiga ajudar as outras pessoas a melhorar seu dia a dia com esse método. Com o Scrum, trabalho muito a parte de senso de time, de trabalhar junto. Mas se ao rodar um sprint, não conseguir entregar todo o resultado, o Kanban consegue dar visibilidade e me ajuda a lidar com isso, entender os problemas e porque eles acontecem.”

Nosso protagonista conta que, em sua primeira experiência com qualidade, ele teve muito contato com métricas, e, hoje, isso o ajuda muito na parte de otimização dos projetos na Zappts.

“Gosto demais do trabalho que eu faço hoje, e uma coisa que adoro na Zappts, é que existe respeito. Eu não conhecia isso, nunca tinha trabalhado desse jeito. É horrível trabalhar com um gerente atrás de você o tempo todo, perguntando a cada 2 minutos se o negócio está pronto. E esse tipo de pressão não existe por aqui, e costumo dizer que não preciso separar a vida profissional da pessoal. Aqui tenho apenas vida!”

E por falar em vida pessoal, quando perguntamos para o Luciano sobre o assunto, conhecemos outra paixão do nosso protagonista: a música clássica.

“Sempre gostei de música clássica, desde menino. Eu tinha uns 6 anos e ligava o rádio na hora do almoço para ouvir os concertos do meio-dia. Fui começar a ouvir rock com uns 20 e poucos anos.”

“Estudei violão por 10 anos, mas hoje estou aprendendo a tocar violoncelo, sempre gostei do timbre. Eu não tinha dinheiro para comprar o instrumento, mas vendi todo o equipamento de fotografia e consegui comprar um intermediário no fim do ano passado.”

Nosso entrevistado também contou que adora vinhos e, inclusive, coleciona os rótulos de todos que já experimentou.

“Sou um cara que gosta de vinhos bons! Estudei, fiz curso, sei fazer análise visual e aromática. Antes eu tomava uma taça de vinho por dia, mas agora só rola no final de semana. Coleciono os rótulos dos vinhos que tomo e, assim, consigo lembrar de todos.”

Se reconhecendo como um cara que “dorme com as galinhas e acorda com o galo”, o Luciano contou que gosta de começar o dia logo cedo.

“Aqui em casa todo mundo dorme cedo, então às 20h já estou dormindo. Mas também acordo bem cedinho. Faço um café, sinto o cheiro, asso o pãozinho na hora, faço minha caminhada (às vezes, segundo ele), tomo meu banho e já começo a trabalhar. Não consigo acordar tarde.”

Mas, apesar de ter essa rotina equilibrada em casa, nosso protagonista disse que, com a chegada da pandemia, também sente muita falta de ver o pessoal do trabalho todos os dias no escritório.

“Sinto falta da molecada, de fazer horário de almoço para falar besteira com o pessoal. Tinha várias coisas legais no presencial. A gente jogava vídeo-game, RPG, tinha festinha de aniversário também.”

O Luciano também nos contou que, quando perceberam a gravidade do que vinha acontecendo com o Covid-19 no mundo, o Pablo pediu para que ele estudasse sobre trabalho remoto.

“O Pablo chegou em mim e falou que a gente precisava se preparar para o que estava acontecendo no mundo, e pediu para eu estudar maneiras de fazer o trabalho remoto funcionar, visto que teríamos de nos isolar completamente. Fiquei umas 3 semanas focado nisso, para entender a melhor maneira de trazer isso para a nossa realidade, mas sem impactar o dia a dia. Fiz pesquisas sobre ferramentas, como fazer o pessoal se comprometer e tudo mais. O Pablo me deu essa responsabilidade porque ele sabe o quanto eu gosto de estudar.”

Nosso Zappter contou que um livro muito bom que o ajudou a fazer essas pesquisas foi o “Work Together Anywhere”, das autoras K. Janene-Nelson e Lisette Sutherland. Temos certeza que tanto estudo valeu a pena, já que hoje nossa cultura de trabalho é #FullRemote!

Evidenciando todas as desvantagens da pandemia, Luciano também citou como foi difícil para a filha, de 17 anos, se adaptar com as mudanças.

“O bicho pegou para ela. Terceiro colegial, pré vestibular... Ela fez os dois últimos anos de colégio em casa, não ia para a escola e teve o contato com os amigos muito reduzido.”

Mas, apesar dos obstáculos, nosso protagonista também vê vantagens em trabalhar de casa.

“Tem muito mais vantagens do que desvantagens. Por exemplo, minha produtividade trabalhando remotamente é maior do que no presencial. Eu me distraio muito fácil com barulho, então para mim foi melhor nesse sentido.”

Mesmo tendo migrado para a área da T.I, a paixão pela astronomia ainda permanece no coração de Luciano.

“Ainda leio muito sobre astronomia, livros de divulgação científica… São assuntos que gosto demais! Também acompanho as publicações da Nasa, e ando super ligado na Space X. Mas nada vai superar o ônibus espacial, foi algo que marcou a minha geração! Um dia ainda vou para os EUA ver o ônibus que está em um museu.”

“Eu mandava cartas para a Nasa, na época que não tinha internet. Eles me respondiam com fotos autografadas e eu via aqueles astronautas com a jaqueta azul com os logotipos das missões, e tinha vontade de ter uma igual. Foi um sacrifício juntar dólar para conseguir comprar os logos, mas comprei. Demorou meses para chegar, e quando chegou eu mandei fazer uma jaqueta para poder pendurar.”

E por falar em viagens, nosso entrevistado conta que viajava bastante na época em que era fotógrafo, mas, geralmente, as viagens eram curtas. Mas nosso protagonista também fez viagens à turismo, fora as viagens a trabalho.

“Já fui para alguns lugares diferentes. Fui fazer um treinamento na Eslováquia uma vez. Foi quando conheci a Torre Eiffel, porque perdemos um vôo em Paris. Saímos para conhecer a cidade e caminhamos por 5 horas.”

Para finalizar o episódio número 14 de Zappters Protagonistas, o Luciano nos contou que seu sonho é conhecer a região da Puglia.

“Itália, vinho, queijo, massa. Só coisa boa, não tem como ser ruim. É uma região que produz a uva que eu mais gosto, a uva primitivo.”

E nós ficamos aqui, na torcida para que o Luciano, e todos os Zappters consigam realizar seus sonhos!

Você perdeu nosso 13º episódio? Confira a história da Carla Evaristo no Episódio #13: Do interior de Minas para a capital do Vale.

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