Zappters Protagonistas

Episódio #13: Carla Evaristo

Bem-vind_ ao Zappters Protagonistas!

Nesta série você tem a oportunidade de conhecer a história dos talentos da Zappts, empresa 100% remota focada em projetos de transformação digital de grandes marcas.

Você perdeu nosso último episódio? Confira a história do Rodrigo Bornholdt no Episódio #12: De coletor de copos a fundador da Zappts.

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Mais um Zappter Protagonistas no ar, e a nossa entrevistada de número 13 foi a Carla Evaristo, Head de QA e Processos aqui na Zappts!

“Sou mineira de Itajubá! Nasci em uma região periférica da cidade, e trabalho desde adolescente.”

A Carla contou que seus pais são cabeleireiros, e que seu primeiro emprego foi ajudando os dois no salão.

“Eu levava marmita para eles, cuidava da minha irmã e da casa como podia.”

Um tempo depois, nossa protagonista começou a dar aulas particulares no bairro onde morava. Foi assim que ela conheceu alguém que mudou sua perspectiva sobre o futuro.

“Eu ensinava matemática e violão para crianças e adolescentes. Comecei a dar aula para a filha de uma vizinha, a Rosária, e ela era mais ligada nessas coisas de escola e faculdade. Por ser de uma família simples, eu não tinha ideia que havia a possibilidade de estudar de graça, eu achava que faculdade era uma realidade distante da minha. Na minha cabeça eu terminaria o ensino médio e trabalharia  em algum comércio da região.”

“A Rosária me incentivou muito nos estudos, e falava que eu tinha que fazer faculdade. Foi aí que eu fui entender que existia faculdade federal e que meu pai não precisaria gastar rios de dinheiro para eu estudar.”

Decidida a cursar a faculdade e garantir um bom emprego, Carla nos contou que após o ensino médio seu pai começou a pagar, mesmo com dificuldades, um cursinho pré-vestibular para ela.

“Fiz uma prova de bolsa para o cursinho e consegui bastante desconto. Mesmo assim, o valor da mensalidade ainda ficava muito acima do que meu pai podia pagar. Lembro que fui com a minha mãe até a instituição, explicamos nossa situação e acabei ganhando mais um pouco de desconto.”

Nossa entrevistada diz que foi um ano pesado, de muita dedicação, mas que no final valeu a pena!

“No final do ano, acabei passando na UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) em Engenharia de Produção, e na UFLA (Universidade Federal de Lavras) em Sistemas de Informação. Foi uma surpresa, pois eu estava meio desacreditada.”

Agora imaginem a felicidade da família de Carla.

“No dia da liberação dos resultados, eu fui até um lan house com a minha irmã, e vi que tinha passado em décimo lugar na UFLA. Saímos de lá chorando muito, minha perna tremia. Quando contamos para os meus pais, eles ficaram muito felizes!”

Aprovada em duas ótimas universidades, porém em cursos diferentes, nossa protagonista nos contou qual foi o fator que a fez escolher o mundo da tecnologia.

“Acabei escolhendo ir para Lavras. Precisava de uma profissão que me garantisse emprego para o resto da vida. E por ser uma universidade no interior de Minas Gerais, era mais fácil para o meu pai me ajudar financeiramente.”

Nossa protagonista disse que durante a faculdade fazia vários bicos para ajudar o pai com as despesas.

“Eu trabalhava em lojas de varejo nos finais de semana, fazia pesquisa eleitoral e também ganhava uma bolsa da faculdade para trabalhar com manutenção de redes de computadores. A vida não era tão simples, porque eu sabia que era muito trabalhoso para os meus pais ficar o dia todo em pé trabalhando, o dinheiro era bem contadinho e eu não queria decepcioná-los.”

Em 2010, Carla conseguiu seu primeiro estágio na área de qualidade de software, e conta que seu último semestre no curso foi, como para a maioria dos estudantes, bem puxado.

“Eu tive alguns perrengues na faculdade, então no último semestre acabou ficando tudo acumulado, as matérias, o TCC. Mas no final deu tudo certo!”

Quando terminou o curso, o pai da Carla fez um churrasco de formatura para comemorar. E nossa protagonista diz que foi um dos dias mais especiais de sua vida.

Ainda morando em Lavras, nossa protagonista foi contratada pela empresa que estava estagiando, e morou na cidade durante mais alguns anos.

“Fiquei mais uns dois ou três anos morando em Lavras, depois me mudei para São José dos Campos, no interior de São Paulo. Eu estava acostumada com o interior de Minas, mas comecei a ver que tinha um mundo novo para descobrir. Nos primeiros seis meses em São José, morei com a minha tia, mas depois me casei com a minha esposa, a Tê, e fomos morar juntas.”

Carla e sua esposa, a Tê.

Nossa entrevistada contou que sua sexualidade foi um desafio na vida pessoal, pois sua família era um pouco conservadora.

“Conversei com os meus pais só depois que saí de Lavras. Demorei bastante para falar com eles sobre a minha sexualidade. Depois que me formei e segui minha vida, eles viram que sempre esteve tudo certo e abriram o coração.”

Quando perguntamos como a Carla conheceu sua esposa, nossa protagonista foi só sorrisos!

“A gente se conheceu já faz mais de quinze anos, em uma organização de trabalho voluntário. Éramos amigas, mas acabamos nos afastando”

Quando nos reencontramos, a Tê tinha um filho de dois anos, o Antônio.”

“Fazia um ano e meio que estávamos juntas quando ela veio para São José dos Campos comigo. Foi uma transição. Mudar de cidade, casamento, filho. No começo foi complicado, mas deu tudo certo!”

Carla disse que depois de se assumir para sua família, prometeu a si mesma que nunca mais esconderia sobre sua sexualidade, inclusive no âmbito profissional.

“Eu queria ter um espaço que me respeitassem, era o mínimo. Durante as entrevistas nunca menti sobre a minha sexualidade.”

E por falar em vida profissional, a Carla nos contou que sempre gostou muito de se comunicar e achava que em um cargo de liderança, ela poderia fazer a diferença.

Nós podemos garantir que ela acertou no palpite!

“Eu e minha irmã fomos criadas no salão dos meus pais, e aprendemos que não importa o seu humor, você tem que se comunicar com as pessoas, tratar o outro com respeito e educação. Eu queria ter um emprego que a comunicação fosse um diferencial.”

Ela começou a trabalhar em uma multinacional e logo foi promovida a Scrum Master.

Nossa protagonista diz que foi a partir daí que começou a acreditar mais em si mesma.

“Eu sempre escutava das pessoas que eu era uma ótima tester, que não precisava ser líder, e isso me desanimava, me deixava incomodada. Eu queria aproveitar mais as minhas habilidades, entregar qualidade e fazer mais diferença na vida  das pessoas.”

Algum tempo depois, em uma outra empresa onde a Carla trabalhava houve uma demissão em massa, e foi neste ponto da história, que a Zappts entrou em sua vida.

“Fiquei uma semana sem emprego e, durante esses dias, participei de alguns processos seletivos. Além do processo da Zappts, também estava participando de um processo de uma empresa em Portugal, e me animei com a ideia de mudar de país. Eu estava bem decidida, queria sair do Brasil, tentar algo novo.”

“Um dia o Will me achou no LinkedIn, passou meu contato para o Roque e ele me ligou, falando que estava com o meu currículo. Eu já tinha trabalhado com ele antes, então conversamos e marcamos a entrevista.”

Aos risos, a Carlinha nos contou que quando chegou no endereço da Zappts e viu aquela casa, achou que era trote.

“Eu pensei: ‘Será que é aqui mesmo?’. Estava acostumada a trabalhar em empresas maiores, que você demorava meia hora para ir de um canto ao outro, então fiquei com medo.”

“Quando abriram o portão para mim, e a entrevista começou, eu fiquei horas lá dentro. A paixão começou alí. Me senti muito ouvida, com muita atenção, e vi que eles amavam aquele lugar. Eu também queria sentir isso (se já não estava sentindo).”

Depois de horas conversando com o Pablo, o Rodrigo e o Roque, a Carla saiu da Zappts torcendo para que a vaga fosse dela.

“Eu estava planejando sair do país, mas depois da entrevista eu queria mesmo era ficar e trabalhar naquela casinha. Uns dias depois o Rodrigo me chamou de novo e nós fechamos a proposta!”

Carla contou que já teve depressão e que, na Zappts, teve a oportunidade de melhorar, de ter pessoas incríveis pra trabalhar junto e de se sentir uma líder de verdade.

“Meu objetivo nunca foi mandar nas pessoas, eu queria reconhecê-las, dar oportunidades, ensinar e aprender muito. Sempre acreditei que eu não preciso, por exemplo, de um funcionário que saiba tudo tecnicamente, porque se a pessoa tiver força de vontade e abertura ela vai aprender também. Eu queria aprovar nas entrevistas quem tem a nossa cara, interesse, abertura, protagonismo e não aquela pessoa que acha que sabe de tudo. Na Zappts eu tive essa oportunidade.”

“Uma vez, em uma reunião, alguém falou que não podíamos excluir uma pessoa que sabia tudo tecnicamente. E o que o Tiba respondeu, me marcou muito. Ele disse: ‘Se você pensar na unidade, não podemos mesmo, mas se pensar como um todo, no que a outra pessoa pode agregar para a organização, nas lições de vida, você vai ver que ela está em vantagem em relação a quem sabe mais tecnicamente.’”

Bem emocionada ao falar sobre a Zappts, nossa protagonista disse que já passou por muitas situações chatas em outras empresas, principalmente por ser mulher.

“Até em situações pequenas, a gente percebe que rola uma diferença entre os homens e as mulheres. Na Zappts, me sinto mais ouvida e respeitada.”

“Sempre acreditei que pessoas felizes e reconhecidas, entregam melhores resultados. E foi justamente isso que me fez trabalhar na empresa. A Zappts me ajudou em relação à auto-estima também! Hoje eu consigo reconhecer meus ganhos, os projetos que liderei sempre foram muito elogiados e ganhei duas vezes o prêmio de Líder Que Mais Inspira.”

Falando um pouco mais de sua vida pessoal, a Carla nos contou que sempre sonhou em ser mãe, e que o Antônio foi um presente em sua vida.

“Antes eu falava que o Antônio era o bônus da relação, mas hoje eu brinco com a Tê, que ela é que é o brinde é. A maternidade não é fácil, mas meu amor pelo Tonico é imensurável.”

“Minha esposa sempre foi um porto seguro para mim. Ela também está comigo nos meus dias difíceis né?! Chega o fim de semana, nós vamos para Minas na casa dos meus pais e claro, o Antônio é o xodó deles.”

Quando perguntamos sobre seus hobbies, nossa entrevistada disse é fã de terapia, que adora mexer com marcenaria (inclusive fez a árvore de natal da casa dela e a mesa), desenhar, visitar lugares rurais e que além de tocar violão e ukulele, tem uma relação bem eclética com a música.

“Sou bem mineira uai, então de manhã coloco uma moda sertaneja bem das antigas, vou cuidando dos cachorros, dos peixes. Mas de tarde já estou ouvindo Emicida ou Queen.”

“A Tê também me chama de esposa de aluguel, porque sempre que algo quebra em casa, eu dou um jeito de consertar. Na época da faculdade tive que aprender.”

Aos risos, ela nos contou que seu filho diz que, quando crescer, também vai ser tester da Zappts e que ele a procura para contar dos bugs dos jogos.

Para finalizar, nossa protagonista disse que é muito grata pela vida que tem hoje.

“Eu pensava que ia ter um emprego, uma família, mas tudo hoje é muito mais especial do que eu imaginava.

Gratos somos nós por ter pessoas incríveis assim trabalhando na Zappts!

Você perdeu nosso 12º episódio? Confira a história do Rodrigo Bornholdt no Episódio #12: De coletor de copos a fundador da Zappts.

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